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Nunca houve com efeito criação artística, nos vários domínios, que não exprimisse uma relação negativa com o seu tempo e um nexo activo com um tempo por vir: uma resistência ao presente, à actualidade circunstancial da obra, e uma exortação a um futuro, a uma comunidade futurível. Mas não a um futuro como acontecimento previsível ou mesmo provável, mas ao invés como um Evento infixável, processo puro, como a eventualidade de um povo capaz de acolher a arte e de a «realizar», de uma utópica comunidade revolucionária exigida como seu correlato pela criação. Faz-se arte para o futuro, para uma comunidade que falta, e como petição dessa comunidade: toda a criação é colectiva, ou feita em nome de um colectivo, de uma colectividade inexistente a suscitar. Não há arte, não há criação estética, sem esse sentimento de uma falta, de uma ausência, e da necessidade de uma comunidade mesmo improvável como única justificação da arte, de um devir revolucionário como única hipótese do homem. E nunca esse sentimento terá sido tão forte, nunca esse imperativo utópico tão necessário, como na nossa época dita do fim das utopias, ou em que as únicas cínicas «utopias» com que nos acenam são a democracia, a Europa ou a cidadania electrónica world. Porque nunca como nesta época se assistiu a tão despudorada homogeneização dos modos de existência, a tamanha compressão das condições de criação e das possibilidades de vida. Criação significa repossibilitação, toda a criação é criação de possibilidades, relançamento dos possíveis, e a sua realização. in the Utopia Íntima da Arte de Sousa Dias@@ A Utopia de Sousa Dias lembrava-me o conceito de contemporaneidade de Giorgio Agamben, que já agora nada tem a ver com o conceito de arte contemporânea com que somos confrontados habitualmente. Os contemporâneos seriam artistas que não se adaptam no seu tempo e que rompem com ele.

Poderia com certeza alargar a minha dúvida e perguntar porque continuo a fotografar. Talvez tenha encontrado a resposta. Talvez eu não exact de fazer razão... indent indent @@font-dimension:10px;//''INFANTIL'' O menino ia no mato

bgcolor(#ffffff):[img[À Procura de Mestre Leite

]] rascunho, a que chamei [[O fim do Verão entristece-me sempre

" PS - Quanto à Bienal de V. N. Cerveira, que foi um evento muito importante em Portugal há muitos anos atrás, creio que continua a evidenciar uma certa indefinição, apesar dos esforços visíveis para lhe introduzir uma nova dinâmica. Mas passem por lá e visitem os vários espaços que integram a Bienal deste ano.

Alguns territórios terão sucesso, outros não. O sucesso passa por ter capacidade para encontrar essas tais soluções integradas e inovadoras de bens e serviços, mas também pela sorte de a aposta ter sido feita em áreas que o futuro confirmará. A segunda perplexidade tem a ver com uma preocupação que já aqui coloquei, nesta minha espécie de //website//, que é esta ideia dos economistas de que o progresso e o sucesso implicam um crescimento constante. Qualquer pessoa com formação cientifica sabe que este modelo é inviável a longo prazo, pois implicaria recursos infinitos e energia infinita. Ao atingir a saturação, o sistema não pode crescer; para que alguns elementos cresçam, outros têm de decrescer. O sistema rompe ou estabiliza. Interrogo-me se o que acontece actualmente, com os novos países emergentes a crescer rapidamente e com a Europa a não conseguir fazê-lo, não poderá ser um sinal de que já atingimos esse limite. O modelo de Augusto Mateus parece-me mais solidamente estruturado do que o dos nossos governantes - aliás estes parecem não ter qualquer modelo perceptível para o futuro - mas no essential assenta nos mesmos princípios económicos: produzir bens e serviços e crescer. Não vejo ninguém a apresentar um verdadeiro paradigma de ruptura, que não implique crescimento, mas ofereça em alternativa mais equidade world wide e mais qualidade de vida. Claro que não sei se um tal modelo de desenvolvimento - sem procurar sempre o crescimento e até eventualmente procurando um decrescimento controlado - poderia funcionar. Mas gostava que pudesse. Explicação adicional sobre os conceitos arte, cultura, produto cultural, criatividade e indústria criativa a partir da imagem deste //tiddler//: a pessoa em ~Trás-os-Montes que teve a ideia de dependurar objectos - peças de roupa, frascos, garrafas ou simples plásticos - nas árvores, para espantar bichos, gentes ou maus olhados (espanta o quê?) pode ter demonstrado uma grande criatividade; como parece que toda a gente adoptou essa ideia - ver meu projecto fotográfico ''Espanta o quê?'' - essa ideia poder-se-á ter transformado numa prática cultural transmontana; mas uma instalação com garrafas dentro de um museu de arte contemporânea, uma peça porventura sobre o espanto que a arte (não) deve traduzir, pode eventualmente ser considerada como arte, independentemente do que pudéssemos pensar sobre isso. Se alguém inspirado por esta tradição cultural criar "espanta-espíritos" com garrafas de todas as cores e as vender na Net, volta a mostrar grande criatividade e cria um produto cultural e até eventualmente, se o negócio prosperar, uma indústria criativa more info para produzir garrafas mas que, em rigor, deixam de ser garrafas, para se transformar em "ambiente campestre em sua casa...".

Poderia justificar-me uma vez mais com novo regresso àquela série antiga de objectos pousados na paisagem. Mas não, o que atraiu nesta imagem misteriosa(?) é a ambiguidade deste branco, que tanto nos parece ser augúrio de morte, como se nos lembrasse a cor do lençol que amortalha o defunto, como nos rejubila, como se fora um vestido de noiva bela e formosa, ou um campo coberto de flores de esteva.

Pelas mesmas razões da fotografia do meu //tiddler// anterior, esta também não é uma fotografia contemporânea, apesar de também a ter feito na semana passada. //^^Nota: volto a colocar aqui o mesmo [[backlink

]], cujos fantásticos retratos realizados pelas aldeias onde vendia o seu trabalho, passaram rapidamente do anonimato a ser cotados nas melhores galerias de Paris.

Vêem-se cavalos soltos nos campos por toda a ilha. No presente não são usados para transporte nem no trabalho no campo, servindo como base na alimentação e nalgum turismo. Parece que existe uma exportação razoável de animais que têm alguma procura pelas suas características especiais __Indústria__: A Islândia não tem recursos minerais. A indústria resume-se quase a duas fábricas de alumínio, onde website a participação de trabalhadores portugueses parece ter sido importante. Curiosamente o próprio alumínio é importado da Austrália e exportado quase todo para os EUA. Há também um sector emergente e que cresce ligado as novas tecnologias. __Pesca__: Existe a pesca e os derivados do pescado, que representam 70% das exportações e que nos é apresentada como a actividade chave de toda a Islândia. É na maioria das cidades a única actividade produtiva. __Turismo__: Existe um turismo ainda pouco representativo, mas que está a crescer rapidamente. __Energia__: O único issue diferenciador que conseguimos identificar foi a energia, de origem geotérmica, e quase gratuita. Por toda a Islândia encontramos unidades de energia geotérmica.Por isso, os islandeses nunca desligam as luzes ou o aquecimento em casa Permanece por isso um mistério o salto económico que conseguiram dar em muito pouco tempo e a recuperação que parecem estar a fazer. Se essa transformação fosse apenas Digital, assente na especulação financeira que existiu, não se compreende a recuperação que parece estar a acontecer. Algumas pessoas apresentam também como argumento o pequeno número de habitantes da Islândia (cerca de three hundred 000) mas, se assim fosse, bastaria dividirmos Portugal em thirty pequenos países... Algo na história deste povo (ou será na nossa?) parece estar a ser mal contada. Será que Portugal seria viável, se bem gerido, apenas suportado em actividades tradicionais e um ou outro sector de ponta?

//Seul l’acte de résistance résiste à la mort, soit sous la forme d’une œuvre d’art, soit sous la forme d’une lutte des hommes.// Deleuze, Conférences@@

Há também um célebre poema de Carlos de Oliveira, publicado em1948, chamado //Soneto//, que responde igualmente a quem o acusava de ser triste e pessimista. indent indent @@font-size:10px;//Acusam-me de mágoa e desalento,

Todas as obras têm este automobileácter de coisa[Das Dinghaft]...A tão evocada vivência estética não passa sem o automobileáter de coisa da obra de arte...Mas a obra de arte, além do autoáter de coisa, é ainda algo de outro. Este algo de outro que está nela constitui o artworkístico.@@

Não há nada mais oposto à imbecilidade que a inocência. A característica do imbecil é sua aspiração sistemática a certa ordem de poder. O inocente, ao contrário, nega-se a exercer o poder porque possui todos.” Em ''Chama-se Poesia Tudo Aquilo que Fecha a Porta aos Imbecis'' de Aldo Pellegrini@@

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